A madrugada e o perigo da troca de uma medicação

Vou começar me justificando. Sou um ser que demora para dormir; depois de feito, não consigo acordar. Talvez, eu até converse com você, mas não confie em mim, sério. Maridon não é do tipo que presta atenção em dosagem de remédios, nomes, bulas e coisas do tipo. Aqui em casa, sou eu que gerencio isso e ele sempre faz o que explico. Agora, some a essas duas coisas, uma criança que tosse muito, a noite toda, o dia todo e que não consegue dormir direito…

O fato é que, depois de dois dias dando anti-alérgico, fazendo várias nebulizações ao dia, pingando muito soro no nariz, minha pequenina ainda não tinha melhorado da tosse forte. A pediatra prescreveu, então, o “Descongex Plus”. Na madrugada, depois da menina continuar tossindo, meu marido me perguntou se ele podia dar o remédio mais uma vez e como é que dava. Eu, no décimo sono, achando que ele falava do soro fisiológico, disse-lhe que podia pingar no nariz quantas vezes fossem necessárias.

Hoje pela manhã, conversando sobre a melhora, sem lembrar do ocorrido, ele me falou que tinha pingado o remédio no nariz da pequena. Como eu leio a bula de qualquer medicação que entra em casa, quando me dei conta que ele tinha pingado no nariz não só um remédio de solução oral, mas que é muito forte, quase infartei! Nem mesmo depois de acordar a menina e vê-la brincando parei de tremer… Senhor do céu, que susto!

Tá, eu sei que foi falta de atenção. Sei que foi um enorme irresponsabilidade nossa. Mas quis escrever este post para manifestar um pedido a Aché, laboratório que produz o remédio, e para alertar outros pais desatentos como nós… O remédio possui uma embalagem que parece mesmo com aqueles que podem pingar no nariz. O remédio chama descongex… o erro foi nosso, mas seria mais fácil de evitá-lo se a embalagem fosse diferente… (ou talvez, não, e eu tô louca mesmo!)

Não achei uma foto do bico especificamente, mas vamos combinar que, na madrugada, todo gato é pardo…