Tem dia que os bebês parecem segurados por anjos, tomados por uma calma e uma doçura inimagináveis.
Mas tem dias que não há nada, nem ninguém, nem lugar nenhum que pareça acalmá-los. O carrinho tem formigas; o berço, aranhas gigantes; a música calma torna-se hardcore; a fralda, ainda que limpa, parece estar sempre suja; nem mesmo a chupeta, condenada por uns, idolatrada por outros, parece querer ficar na boquinha inquieta. Não há mamá que sustente, nem sono que chegue, nem cólica que passe. Às vezes, até o colo da gente parece ter espinhos…
Eu sei que passa e isso nem é exatamente uma reclamação. É só para dizer que desde ontem à noite, só há uma música em minha cabeça: