Da nossa loucura aparente (ou não)

Daí que, como eu já falei diversas vezes, não me sinto muito normal. Me sinto bem diferente, pra falar a verdade. Só que, falando a verdade mesmo, se você me vir na rua, vai me achar a pessoa mais normal do planeta. (Pausa: desde que me mudei para o Rio, notei algo bem estranho. Algumas pessoas costumam me olhar de um modo esquisito, sabe, apertando os olhinhos, como se estivessem reconhecendo alguém? Daí que, outro dia, entrei no metrô e um grupo de jovens começou a falar coisas do tipo “olha, é ela”, “não é a fulana?” e, quando me aproximei, deram muita risada e falaram qualquer coisa do tipo que tinham se confundido. Então, talvez eu pareça normal, mas tive uma fase em que estava parecendo a Carminha na versão pobre, da Avenida Brasil, no último capítulo da novela…)

Passei anos fazendo terapia, tentando me entender, tentando decifrar essa avalanche que me considero. Aí, fiquei doente pra caramba, larguei o emprego, desisti de ser professora, sarei, quis virar mãe em tempo integral (e ganhei o status de dona-de-casa junto). Passei a me sentir bem melhor em muitas coisas. Mas, não. Acho que acabei me tornando mais consciente das minhas dificuldades, dos meus surtos. E comecei a procurar entender o que é isso tudo dentro de mim.

Quando conheci melhor meu marido, comecei a achar que ele tinha déficit de atenção. Durante anos e anos, falava para ele ir ao médico procurar ajuda, porque não era possível alguém como ele. Daí que, alguns meses atrás, caiu em minhas mãos um livro que trata do Déficit de Atenção em Adultos. Lá, a doutora Ana Beatriz apresenta um questionário para ajudar no diagnóstico, ou na procura de um profissional. Como quem não quer nada, sentei ao lado do bem e lhe propus que respondêssemos juntos – quem sabe assim ele não se anima e procura logo uma ajuda, sonhei alto…

A autora diz que das 50 questões, a partir de 35 positivas, pode indicar o DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Qual não foi a minha surpresa ao perceber que eu tive muito mais afirmativas que meu marido! 34. Como assim? Lá fui eu devorar o livro e me identificar com cada linha escrita. Como não tinha certeza da eficiência do livro, pesquisei em diversos lugares sobre o tal DDA. Onde quer que eu lesse sobre isso, eu me identificava. Como eu já havia marcado uma consulta com uma médica psiquiatra para tratar da minha síndrome do pânico, esperei para falar também disso com ela.

Nesses últimos meses, junto com a médica e a terapeuta cognitiva que agora me acompanha, chegou-se à conclusão de que realmente apresento DDA, junto com um Transtorno de Ansiedade Generalizada. A boa notícia é que minha médica é absolutamente contra o tratamento medicamentoso de DDA. Para ela, isso não é um distúrbio e, sim, um modo diferente do cérebro funcionar, assim como ser canhoto. Já a minha ansiedade, por enquanto, tem sido tratada no remédio mesmo, fazer o quê…

Quando converso sobre isso, alguns amigos me perguntam qual é a diferença em saber que se é DDA. Para mim, toda. Passei anos culpando a separação dos meus pais, toda a minha história de vida para justificar meu modo de ser. Depois da terapia freudiana, já não tinha mais desculpas – a gente descasca a cebola e percebe que o problema é a gente mesmo. Mas, aí, é muito peso carregar para si tanta coisa. É um alívio descobrir que a sua loucura tem nome. Que nem você – nem seus pobres pais – tem culpa de ser assim. É só o meu cérebro que funciona de outro jeito.

Não pretendo usar isso como desculpa para minhas falhas – apesar de ser tentador, “olha, me desculpa, esqueci disso porque sou assim” hehehe. Mas, sabe, é ótimo perceber onde eu posso me cobrar e onde eu não posso. O que posso fazer para ajudar a manter o foco e onde não vai adiantar reza braba, remédio, dança do iê-lá-iê pra mudar o que sou.

Voltei assim. Morrendo de vontade de escrever há meses. Sem certeza de que vou escrever sempre, porque estou em projetos que quero muito que deem certo.  Com vontade de jogar conversa fora com as amigas no Buteco…

Tempo

É assim… um tempo.

Quem está acostumado a visitar o blog, deve ter percebido que não tenho postado nada nos últimos dias. Tudo bem que nunca fui de escrever diariamente por aqui. Mas tenho escrito bem menos e, nas últimas semanas, não escrevi nada.

Achei por bem dar alguma explicação. Ainda que eu não tenha milhares de seguidores, algumas centenas merecem uma certa explicação.

A questão é que eu estou passando por uma revolução interna. Não estou no meu inferno astral, nada de grandioso aconteceu. Simplesmente, aos poucos, percebi a quantidade de coisas que quero mudar. Cansei de mim. E isso não é um lamento, é simples constatação.

Não me lembro quando foi que eu me senti diferente pela primeira vez. Acho que desde que me entendo por gente. Não me sinto mais ou menos especial que ninguém, apenas diferente. Dos vários grupos que passei, sempre me identificava com partes, mas nunca com o todo. Não consigo me encaixar em extremos e o caminho do meio, apesar de me atrair, me parece tortuoso. Isso em todos os assuntos. Qualquer um mesmo. Da novela aos livros, da maquiagem aos pelos, dos filhos à vida solitária. Talvez todos nós sejamos assim, talvez, não.

O ponto é que eu percebi várias coisas no meu dia-a-dia que precisam ser mudadas. Eu preciso repensar meu modo de ser. E não é por querer me tornar mais parecido com alguém. É porque vejo no meu cotidiano como minhas atitudes, meu modo de significar a vida pode ser prejudicial algumas vezes para mim e para quem está ao meu redor. Não, eu não estou usando drogas; não, eu não sou uma psicopata.

Percebi como a minha desorganização mental, a intolerância, o excesso de braveza, a falta de vontade em tomar decisões, coisas desse tipo, me fazem mal. Cheguei à conclusão de que preciso me reorganizar internamente. Por isso, tenho participado menos do Facebook, não tenho entrado no Twitter e deixei de escrever. Quando a gente tá fazendo uma boa faxina dessas, é necessário um pouco de silêncio interno.

Espero sinceramente que entendam… e não me abandonem! Prometo que já, já, em breve, logo, logo, volto a escrever mais!!! Enquanto isso, vocês já sabem que estou apenas dando um tempo….

Maternidade

Republicação de Luta com Palavras - saga de quem é escritor:

Sou mãe.

Talvez, por isso, tão ambígua.

Estou cercada dessas criaturinhas divinas

que fazem cócegas em minha existência.

As cores espalhadas pelo chão.

O aroma da fome rondando o dia.

Barulhinhos subindo as paredes.

Meus presentinhos preenchendo cada espaço esquecido.

Sou ambígua.

Já pouco há do impulso dos grandes projetos.

Resta quase nada dos meus brincos esquecidos

das joias puxadas bruscamente…

Leia mais… 169 mais palavras

Hoje, estou aqui. Um lado poeta falando sobre a maternidade...

Primeiro Amor

Depois que meu filho ganhou o jogo de vídeo-game de Harry Potter Lego, ele decidiu que queria ser, sempre, a personagem Hermione. Achei estranho, questionei se ele queria ser o Harry – porque, geralmente, todos querem ser o Harry – e, respondendo que não, resolvi não dizer mais nada. Fiquei pensando que se nós, meninas, às vezes brincávamos que éramos uma personagem masculina, por que ele não poderia ser uma personagem feminina? Não acho que tenha nada a ver com uma questão de orientação sexual (e, se tivesse, isso também não seria um problema). Por isso, não levantei mais questões sobre o assunto.

Minha primeira norinha?

Passados alguns dias, o pequeno quis assistir novamente aos primeiros filmes de Harry Potter. Ontem, logo após o término, sentou e começou a chorar. Eu me espantei e perguntei o que acontecia. Ele estava furioso porque já não lembrava mais da voz da personagem Hermione e me implorava para que eu permitisse que ele assistisse – de novo – só mais um trechinho em que ela falava. Depois dos primeiros minutos de tentativa de entender o que acontecia e de não permitir ficar grudado na TV a manhã toda, percebi: ele está apaixonado! Não este amor cheio de sexualidade e sensualidade do mundo adulto. Mas o amor inocente e delicioso da infância.

De verdade, fiquei surpresa, porque não esperava que isso acontecesse tão cedo. De verdade, fiquei emocionada, porque é lindo ver como amam as crianças. Escutá-lo dizer que quer sonhar com ela, que gosta muito da pequena feiticeira, me fez suspirar junto com ele. Não dei corda, mas também não o critiquei. Será que o mundo ganhou mais um apaixonado? Tomara, porque há tanta doçura neste pequeno rapaz que há de ter sorte quem o encontrar…

Filhos na escola – ou o início de um novo ciclo

Faz tempo que eu espero o momento de pôr minha caçula na escola. Ela, com 1 ano e 4 meses, também demonstrava tédio em casa e animação entre pequenos iguais.

Ontem, foi o primeiro dia da adaptação. Dia fácil, fiquei lá todo o tempo. Além disso, ela se foi com a professora sem ao menos olhar para trás. Simples assim, mamãe.

Hoje, deixei a pequena junto com o irmão mais velho. Vai ficar 3 horas sem a mamãe. Voltando para casa, ao invés do alívio que eu imaginava, veio um aperto no peito. Eu não entendi, já que era algo que eu queria tanto. Meu coração, junto com aquelas duas figurinhas, ficou na escola.

Começou um novo ciclo em nossas vidas.

Os nossos heróis

Muitos acham o cúmulo da bobeira gostar de filmes e livros como “Harry Potter”, “Star Wars”, “Senhor dos Anéis” e etc. Pode até ser. Mas eu sou apaixonada por histórias como essas e eu explico porquê.

Parecem distantes. A trajetória dos heróis – cheias de conflitos internos, batalhas árduas e lutas com seres do mal -, por mais fascinante que seja, nunca estaria próxima da nossa realidade. Os heróis, o mal, as lutas, tudo sempre distante daquilo que vivemos cotidianamente. (O antropólogo Joseph Campbell descreve esta trajetória, uma explicação da Wikipédia aqui)

Ilustração Juliana Camargo

Eu vou na direção contrária: acredito que histórias como essas, assim como os mitos, na verdade, representam as nossas batalhas internas. O problema é que, no dia-a-dia, não tomamos consciência do que se passa dentro de nós. Mas todos os dias, o tempo todo, estamos lutando internamente. A cada decisão, a cada palavra, um lado nosso vence o outro. A cada angústia, a cada sentimento, nos aproximamos daqueles heróis da ficção.

Meu exemplo pode parecer mais bobo ainda. Todos os dias, eu luto comigo mesma sobre minha decisão de não trabalhar. Todos os dias sinto uma força interna tentando me derrubar. Todos os dias preciso manter o pensamento firme nos meus propósitos para que eu não me esqueça quem eu sou e o que vim fazer aqui (no mundo). Tem dia que perco, tem dia que venço.

É bem lógico que há maldade no mundo. Mas o mal está, em primeiro lugar, dentro de nós. Podemos ser o diabo ou o nosso próprio Darth Vader ou ainda Sauron, ou Lord Voldemort. A maldade começa em nossos pensamentos. Por outro lado, carregamos conosco os heróis, o bem, a força, a magia, o divino. E a cada pensamento, a cada ação, fortalecemos um, enfraquecemos o outro.

Do simples falar mal dos outros, passando pelas grosserias, machucando nós mesmos ou o outro, fazendo ou não nosso trabalho, nossas decisões estão muito próximas daquelas feitas pelos heróis. As batalhas homéricas descritas em cada história representam aquilo que ocorre dentro de nós sem percebermos.

Amo essas histórias porque elas me fortalecem. Elas me lembram dos meus heróis internos. Quando tomamos consciência, fica mais fácil enfrentar os fantasmas, as angústias, os medos, tomar decisões.

Amo essas histórias justamente porque elas nos lembram que os heróis estão dentro de nós. Acredito que o mundo seria muito melhor se tivéssemos mais consciência disso.

 

Festa feita em casa – Piratas

Quando meu filho mais velho me viu preparando todas as coisas para a festa de arco-íris da irmã, aqui, ele ficou doido. Me perguntou várias vezes se eu faria o mesmo para o aniversário dele. Um dia, ele recebeu um convitinho para uma festa de um amigo da escola que tinha um mapa de como chegar. Pronto! Ele queria que o convite dele também tivesse um mapa. Daí, surgiu a ideia de fazermos uma festa de piratas. Mas o orçamento tá curto, a vida não está lá muito barata… Resolvi, então, que eu faria uma festa com tudo o que eu tivesse em casa, compraria o menor número de coisas possíveis e faria da decoração ao bolo…

Preciso dizer algumas coisas, antes de mostrar tudo o que fiz. Primeiro, como disse minha irmã, sou praticamente um armarinho, de tantas coisas que comprei ao longo dos últimos anos. Tenho muitas coisas guardadas – seja de festas, seja de artesanato ou papelaria. Segundo, sou megalomaníaca. Não sei fazer duas coisas e dizer “tá ótimo”… vou tendo ideias e querendo colocá-las em prática… Outro ponto é que preciso pôr na ponta do lápis para saber se realmente saiu mais barato do que alugar um salão com uma festa pronta – vou ser honesta com os gastos que tive e, talvez, vocês possam me dar um feedback sobre quanto se gasta por aí em festas.

Para a festa, convidamos 15 adultos, sendo que 4 tem filhos na mesma idade que o meu, e os 14 amiguinhos da escola. Como ele está fazendo 5 anos, também vêm os pais. Então, calculamos uma festa para 40 adultos e 20 crianças.

Decidi servir pipoca, cachorro-quente e tortinha de liquidificador em forminhas de cupcake. Para os doces, beijinhos, brigadeiros, pirulitos, guloseimas (aquelas bem porcarias que não deveríamos nem sonhar), cupcakes e bolo. Acabamos por servir também torradinhas com patês e espetinhos de queijo com tomatinho cereja.

Para decorar, procurei em vários sites inspiração. Achei várias coisas, mas, por incrível que pareça, esta não é uma festa muito popular. Encontrei várias coisinhas lindas para imprimir e muitas ideias legais. Separei-as todas aqui, no Pinterest.

Meu plano era que a festa fosse divertida para as crianças, então, tinha que ter muita brincadeira. Planejei um caça aos tesouros e caracterizei as crianças como piratas. Então, também fiz lencinhos, ganchos, espadas, tapa-olhos, bauzinhos, caveirinhas de feltro, caveirinhas de giz…

Não sei exatamente como organizar este post, porque gostaria de mostrar não só o que fiz, mas como fiz… Vamos lá… o post ficará gigantesco…

Convite – mapa do tesouro

Para fazer o convite, procurei uma imagem de mapa que eu gostasse, mas que também estivesse em um formato que não fosse Adobe, porque eu queria editá-lo com as informações da festa. Tirei daqui o mapa. Daí, imprimi em folha A4 comum, em impressora a laser. Depois, colori com lápis de cor comum. Daí, começou o processo de envelhecer o papel!

Para envelhecer o papel, você vai precisar de café passado morno e café em pó. Passe o papel no café morno, deixe-o por uns 20 segundos, mas tome cuidado na hora de virá-lo, porque ele rasga bem facilmente. Depois, jogue um pouco do café em pó, se quiser deixar manchas na folha. Estenda-o em um varal, ou em qualquer lugar que ventile, e está pronto. Aprendi a fazer o processo neste blog aqui.

Mapa/Convite do Tesouro

Bauzinhos

Para fazer os bauzinhos, depois de tentar vários moldes, encontrei este aqui, do blog Grande Amor de Deus, onde há outros moldes. Como eu queria que coubessem várias coisinhas grandes, precisei aumentar o desenho (e tive que fazê-lo à mão, mesmo). Eu tinha várias folhas coloridas de papel canson, por isso, cada baú saiu de uma cor (lembra que meu objetivo era comprar a menor quantidade de coisas possíveis?). Para decorar, usei cola colorida. O primeiro (azul) ficou muito cheio de borogodó. Desisti e passei a fazer desenhos mais simples.

Dentro de cada bauzinho, havia: massinhas de modelar (que eu comprei pronta), moedas de chocolate, dadinhos de caramelo, uma caveirinha de feltro (que eu fiz) e uma caveirinha de giz de cera (que eu fiz também).

Bauzinhos

Caveirinhas de feltro

Sempre que eu vou fazer essas coisinhas, lembrancinhas, procuro vários modelos, separo e produzo os que mais gostei e, depois, escolho o que vou fazer em quantidade grande. Escolhi o modelo que encontrei no Flickr, aqui, porque amei as caveiras coloridas. Para tirar o molde, ampliei a imagem na tela e desenhei-a em um papel mais transparente.

A foto maior é das caveirinhas que escolhi. Na sequência, da esquerda para a direita: a que escolhi e as outras duas que também tinha gostado.

Caveirinhas de giz de cera

Quem não conhece o blog da Estéfi Machado precisa ir lá agora, porque é lindo, porque ela é super criativa, porque tudo o que ela faz fica demais. Quando vi as caveirinhas de giz de cera, enlouqueci e procurei insanamente pela forminhas para que eu pudesse fazer para a festa. O post que ela explica como fazer é este aqui.

Mas preciso fazer algumas considerações: como queria fazer ao menos uma caveirinha e um ossinho para cada criança, fiz o processo várias vezes… o que aconteceu é que, depois de algumas vezes, os ossinhos passaram a sair todos quebrados e, aos poucos, a forma foi estragando… e estragou tanto que precisei jogá-la fora (buáááá). Então, talvez funcione para que a gente faça apenas uma vez (assim, você não precisará jogar a forma fora, como eu). Ainda assim, essa ideia de reciclar o giz é tão genial, porque dá para fazer com outras formas, ir longe com a imaginação. Pelo que eu pesquisei forminhas de alumínio podem ir direto ao forno e funcionam também!

Caveirinhas de giz de cera

Saquinho de papel com Kit pirata

Como a minha proposta era que as crianças brincassem de pirata, nada melhor do que cada uma ter seus próprios acessórios, não é? Então, aproveitei que tenho um rolo de papel craft e fiz saquinhos, inspirada aqui no Alguma Bossa, para pôr dentro os itens, que eram: gancho, tapa-olho e lenço – todos feitos aqui em casa.

Para fazer o saquinho, cortei o papel craft em um formato retangular e segui as instruções deste site aqui. Se vc entrou neste link, deve ter percebido que está em alguma língua absurda – eu também não falo este idioma, mas deu pra seguir as fotos tranquilamente, viu? Depois de prontos, imprimi figuras de pirata menino e de pirata menina, prendi com um clips pequenino – para que as crianças pudessem pintá-las mais tarde – e usei uma fita que tinha em casa.

O saquinho com o kit e o meu piratinha ao lado dos saquinhos

Gancho de Pirata

Para fazer o gancho, eu imprimi um molde que tirei daqui, o copiei para o papel paraná e o encapei com papel alumínio. O suporte foi feito com um copo plástico que pintei de preto (tinta + cola branca) e fita adesiva. Bem simples, mas as crianças adoraram!

Do lado esquerdo, crianças com os kits. Do direito, um photoshop mal feito e um gancho pronto!

Espadas

Para fazer as espadas, me inspirei neste site aqui. Eu fiz rolinhos com jornal, depois cortei tiras de papel alumínio e cobri os tubinhos. Prendi as pontas, pintei um papelão para fazer a base (esqueci de fotografar esta etapa) e pronto!, tínhamos espadas para todos!!!

Lunetas e centros de mesa

Para cada mesa, fiz um arranjo bem simples, mas que achei lindinho: um copo de plástico bem transparente, uma corda, uma concha e areia. Não ficou uma graça? Além disso, fiz lunetas que deixei nas mesas. Para as lunetas, segui as instruções daqui - nada complicado: rolos de papel (higiêncio, toalha, ou coisas do tipo), copo plástico e tinta.

Piralitos

Quando vi os rostinhos destes piratinhas, na hora pensei em uns pirulitos que eu tinha guardado. Como eram poucos, acabei precisando comprar mais. Ainda assim, tinha o problema de onde iria colocá-los. Vocês acreditam que há meses eu tenho pedaços de isopor guardados, com todo mundo me pedindo para jogá-los, e eu finalmente achei uma utilidade para eles? Vejam que fácil: eu apenas os encapei com uma cartolina preta, usando cola quente, e passei uma fita linda. O resultado ficou fofo, não foi?

Imprimíveis

Para decorar, procurei sites que disponibilizam itens de decoração para imprimir, chamados de free printables. Tirei daqui: Paging SupermomLovely Little SnippetsTwo Penny Blue Mom. Vejam se gostaram!

Outros itens da festa

Para não deixar ainda mais longo este post, vou resumir outros itens da festa aqui.

Para o caça ao tesouro, fiz um baú maior, onde pus os bauzinhos, feito de papelão e pintado toscamente mesmo. Apesar de grotesco, as crianças surtaram do mesmo jeito.

O Baú e o momento em que as crianças o encontraram!

Outra coisa que fiz de papelão foi uma prancha, mas ela acabou por passar invisível, coitada. Só foi vista quando mostrei aos pequenos como fazia.

A sensação mesmo foi o barco que meu marido desenhou em uma caixa de papelão. Eu cortei a figura, fiz um mastro e uma vela e o colocamos em cima do brinquedo do parque. As crianças a-do-ra-ram!!

Acima, meu pirata no barco. À esquerda, as crianças. No meio, mamãe pirata. À direita, a coitada da prancha abandonada…

O amor de toda festa – o bolo

Gente, eu sei que este post está longo, longuíssimo, mas eu precisava falar do bolo, aquele lindo. Eu tive várias ideias de bolo em formatos de baús, de barcos e tudo o que é jeito. Mas eu não teria tempo para fazê-lo… Quando vi este post do blog The Cookie Shop, da Paula Cinini, eu pirei: um bolo lindo, uma receita fácil e em português!!!

Amei o bolo. De verdade. Além de lindo, ficou delicioso!

Sabem, para terminar, esta foi uma festa que deu bastante trabalho. Muitos detalhes, muita ansiedade para saber se o pequeno iria se divertir, muitas coisas para fazer e para tentar dar certo. No fim, gastamos, no máximo, R$600,00, o que não achei tão absurdo, porque isso inclui o aluguel do salão, as comidas e tudo que fiz.

De verdade, foi a melhor festa que meu filho já teve. Apesar de sentirmos muita falta da nossa família e de nossos amigos, foi totalmente voltada para as crianças – eles brincaram muito, muito, muito. Não era uma festa de adultos com crianças, como foi nos anos anteriores, mas de crianças com seus pais, o que torna tudo mais divertido, mais leve, mais lindo. Me lembrou das festas da minha querida tia Kátia, que sempre caprichou muito e fazia tudo assim – simples, em casa, cheias de detalhes surpreendentes, e sempre, sempre, divertidas! (tô chorando, dá para acreditar?)

(só mais algumas fotos pra vcs verem que festa linda!)