Para comemorar o aniversário de 2 anos de casamento (hoje) e 5 anos juntos, resolvi escrever um texto sobre algo que tenho matutado.
Não se iludam, amigas, não vou defender a paixão no casamento…

Encontro com o amor
Há alguns meses, uma amiga me perguntou se eu era apaixonada pelo meu marido. Eu respondi tranquilamente que não. Ela se espantou, eu me expliquei. Depois, contei para o bem a pergunta e a resposta e ele concordou comigo: não, não somos loucamente apaixonados um pelo outro. E ficamos felizes com isso. (calma, eu vou explicar)
Depois de alguns dias, encontrei uma amiga um pouco mais velha. Quando ela decidiu se casar, eu era adolescente e não entendi algo que ela me disse inúmeras vezes. Eu queria que ela se casasse logo, ela dizia que iria esperar até a paixão passar. Quando a paixão passou, ela se casou. (ãh? é, espera, vai fazer sentido)
Pensei muito, muito nisso e cheguei a algumas conclusões. Depois, vocês argumentam e me digam se concordam.
Depois de 2 meses de namoro, fiquei grávida. Meu marido respirou mais do que aliviado quando eu lhe disse que não queria casar se não fosse por ele mesmo e não pelo bebê. Oito meses depois, estávamos morando junto. Enfrentar o nascimento de um filho não é muito fácil para nenhum casal, quiçá quando esse casal ainda está se conhecendo, aprendendo sobre o outro. Nosso mundo desabou e a gente brigava muito.

Bridezila
Devo admitir que eu brigava muito. Precisei de muita terapia para aceitar quem meu marido era – e não querer mudá-lo sempre (como já contei aqui em “Quando nós desistimos de mudá-los”). E precisei de mais terapia ainda para acabar com a ilusão do príncipe encantado, do homem ideal (também já escrevi sobre isso em “Os contos de fada e a nossa realidade“). Meu terapeuta me perguntava: “Mas, Sofia, você conhece algum homem que seja assim, como você descreve?”
Então, depois de 5 anos morando juntos, sendo 2 de casados, cheguei a uma conclusão (desculpem-me se a analogia não foi das melhores): casamento é como ter uma lareira que precisa sempre estar acesa para aquecer a casa. Se você enchê-la de palha, terá chamas altas e fortes, suficientes para acender o fogo, mas não para mantê-lo aceso ou esquentar a casa. Quando você coloca bons tocos de madeira, consegue criar um ambiente aquecido e aconchegante.
Quando estamos apaixonados, não enxergamos o outro, enxergamos o ideal que criamos. Tudo brilha, queima, mas não se mantém aquecido. Se amamos quem o outro realmente é, alimentamos o relacionamento de outra forma, permitindo que, durante mais tempo, haja mais calor.
Isso porque, em um casamento, é necessária parceria: temos contas, filhos, sexo, casa, familiares, decisões e outras muitas coisas que precisam ser pensadas e feitas. Quando a paixão passa, como lidar com tamanha e brutal realidade?
Ao defender um casamento não paixão não quero dizer, com isso, falta de carinho, amor, cumplicidade, amizade, desejo. Quero, ao contrário, valorizar justamente tudo isso.
A conclusão a que chegamos – eu e o marido – é que, quando baseamos um relacionamento na paixão, perdermos a oportunidade de lidar, conhecer melhor o outro, além de correr o risco (maior) de tudo acabar quando a paixão passar. Isso não quer dizer que não se é feliz, ao contrário, é possível ser feliz sem a paixão. É uma felicidade diferente daquela que experimentamos quando adolescentes.
Se um casamento sem paixão pode parecer a morte para alguns, para mim, meu casamento é maravilhoso: cheio de rotina, dificuldades, cheio de amor e carinho; repleto de dias sem sexo e noites sem dormir (obrigada, filhos!), repleto de profundidade e entrega. Pode não haver este “item” no meu casamento, mas tenho que dizer que nunca fui tão feliz e realizada como sou com meu marido. Obrigada, querido, por tornar possível essa nossa realidade.

Amor, muito amor
Perfeito! bjos
Felicidade não tem fórmula, né amiga querida?! Fico muito feliz que tenha encontrado a tampa da sua panela.
Soft, tudo de bom muito amor para vcs…
Concordo com tudo,como sempre, tô ficando chata?rsrsrsrsrs…
Aqui já são 15 anos de casados2 filhos,gato,cachorro,contas,parentes,TPM e ñ tem paixão tbém ñ,rsrsrsrsrsrsrs…
Acho q é isso mesmo a paixão é fogo q consome…por vezes vira obsessão, o amor maduro é mais leve,sossegado,tranquilo e supera muitos obstáculos…Bjs e felicidades!!!!1
Para um homem, amar a esposa é levar o lanche em uma sacolinha colorida ao trabalho e enfrentar os amigos dizendo (minha esposa me deu!) é querer voltar para casa depois de um dia exaustivo de trabalho para revê-la é achar ela bonita até quando chora e esta brava é a unica pessoa que você aceita falar mal de seu time…Bom não sou bom em palavras como ela mas tenho muito orgulho de te-la como esposa
Simplismente, Amo vcs por isso!!!
Faz sentido a comparação Sofia! Parabéns pela ótima descrição!
Adorei teu post Sofia. Vc relamente está muito bem resolvida!! Super sensato.
beijos e que vcs sejam seuper felizes.
Pati
Tantas dificuldades num relacionamento, mais vale a pena sabermos que existe esse companheirismo, e que todos os dias, teremos que regar essa flor, que se chama Amor. Ou podemos simplesmente vivermos solitárias, sem ter a oportunidade, de ser melhor de dividir, de somar . Adorei bjos
Eu também estou no time! Vivendo pacientemente, aproveitando e se sentindo satisfeita, principalmente no ” final das contas”!
bjux com saudades Sô!
Adorei esse buteco!!! Seguirei!!!