Festa de aniversário: Piquenique da Chapeuzinho Vermelho

Quem me acompanha há algum tempo, sabe que eu gosto de festas de aniversário feitas em casa, com tudo simples e divertido para as crianças, aqui tem uma festa de pirata e aqui, uma de Balão de Arco-íris. Também sabe que sou um pouco exagerada ou controladora demais e gosto de preparar cada detalhe da festa.

Esse ano, resolvi fazer algo diferente no aniversário de 2 anos de minha pequena: um piquenique! Primeiro, porque fui uma vez a um parque e fiquei encantada com um pessoal fazendo uma festa por lá; segundo, porque estávamos de mudança e na semana seguinte, viajaríamos, então, quanto mais simples e mais prático, melhor.

Sinceramente? Foi a melhor festa que já fiz… foi muito, muito legal! Dá trabalho? Dá, principalmente para deslocar todas as coisas até o lugar do piquenique. Você não tem a vantagem do buffet ou dos garçons para servir as pessoas. Mas, sinceramente, é tão mais livre, mais informal, menos consumista, muito mais barata e bem mais alegre… as crianças brincando, correndo, todos comendo à vontade em cima daquela toalha xadrez… Foi a festa em que eu mais relaxei e pude curtir com os pequenos – porque, em todas as outras, eu ficava preocupada em servir as pessoas, em ver se havia suco na jarra, cerveja gelada, comida nos pratos, sem conseguir sentar.

Infelizmente, a maioria do pessoal da sala da minha pequena não foi. Como também era a festa de despedida da nossa família, pudemos contar com amigos muito especiais (mas sobrou muita, mas muita comida, porque vários tinham garantido que iam).

Escolhemos um parque em que a área para piquenique ficava ao lado do parquinho – o que facilitou muito, assim não precisávamos ficar nos deslocando no parque para ver os pequenos brincando. Marcamos para as 10 horas da manhã, um horário que, eu sei, pode ser difícil para as crianças dessa idade, mas que imaginei poder ser um “brunch”, mais cedo seria cruel, mais tarde não teríamos muito tempo, porque o parque fecha às 17h.

Outra coisa que gostei é que não teve bebida alcoólica, pois seu consumo é proibido nesse parque. Tudo bem, todas as nossas festas anteriores tinham (a meu contragosto), mas é que acho que festa de criança é para elas e não para os adultos. A cerveja, além de encarecer muito, parece fazer com que os adultos se divirtam em função da bebida e não da festa – ou das crianças – em si. Sei lá…

Tá bom. Chega de blá, blá, blá e vamos às fotchinhas…

Convites

Fiz os convitinhos com papel de scrap. Passei dias bolando, tendo ideias, montei todos. Terminei. Olhei e perguntei: “Gentemmm, cadê a Chapeuzinho?”. Ela foi pra dentro do convite, oras! Surpresa! ;)

Meu filho ajudou a fazer os convites da sala dele: recortou menininhas, colou as florzinhas, colou adesivos… e as crianças adoraram a ideia (do Cauê) da cesta abrir e ter um docinho dentro!

Os convitinhos

 

Bolo

Não existe “mesa do bolo” em um piquenique, né?, mas improvisei algo do tipo em uma das mesinhas do lugar. Para o bolo, usei a receita do ano passado de chocolate - que não tem como errar – e cobri com a pasta americana. Mas preciso confessar algo: não sei trabalhar com pasta americana. Esta, foi minha segunda erro tentativa. Meu plano era trançar o branco com verde para imitar uma toalha de piquenique. A realidade: quando terminei de fazer a bela toalha e fui colocá-la em cima do bolo, tudo se desmanchou e ficou horrível. Fiquei irritada, amassei tudo junto e transformei na grama do piquenique. Ó, senhor, como esconder esse bolo horroroso? Ah, Sofia, (disse eu para eu mesma) pega aquela sobra de tecido xadrez, faz um mini-bolo e coloca a boneca da Chapeuzinho em cima! Voilà!

 

Decoração do bolo e da mesa do bolo

 

Chapeuzinho Vermelho

Como a Catarina a-ma a Chapeuzinho Vermelho – e foi por isso que escolhemos esse tema – pensei que ela gostaria de uma fantasia. Costurei uma capa e uma saia especialmente para ela. Ficaram lindas, modéstia à parte; mas, como filho é um ser que serve para contrariar a mãe, ela não pôs a capa e ficou pouco tempo com a saia…

 

Roupinha da Chapeuzinho.

 

Cestinhas

Para entregar para as crianças, quis fazer uma cestinha que misturasse a ideia do piquenique com a Chapeuzinho, então, fiz uma cesta cheia de doces da vovozinha, com pé-de-moleque, bananinha, paçoca e coisas assim. Amei fazer as cestas!!! Foi o meu Peter Pan que as distribuiu na festa (vocês viram que esse piquenique estava cheio de personagens, né?).

 

Meu Peter Pan entregando as cestinhas que a Chapeuzinho levou para a vovózinha…

 

Lembrancinhas

Eu tentei fazer pequenos rostinho de chapeuzinho para entregar de lembrancinha, mas não deu tempo de eu terminar tudo, já que, como contei, eu estava preparando a mudança também!!!

 

As lembrancinhas que não foram… :(

 

Mais cenas do piquenique!

Todo o ambiente do piquenique.

 

As brincadeiras

 

O momento do parabéns!

 

 

Espero que tenham gostado da festa tanto quanto nós!!! Se precisarem de qualquer dica ou ajuda, me escrevam.

(E fazendo uma propaganda de mim mesma, a boneca da Chapeuzinho e as lembrancinhas estão à venda na loja da Dona Maria no Elo7, aqui.)

Atualizações (desnecessárias) de minha nova vida mineira

- A capital mineira é linda;

- Os mineiros são, de modo geral, muito educados, gentis e solícitos;

- Viver em um hotel, ainda que seja daqueles que tem cozinha e sala, ainda que seja temporariamente, é algo que pode ser cansativo e engordante – tô morrendo de saudades do meu ateliê, da minha máquina de costura;

- Viver em um hotel e querer lavar louça, esfregar meia e organizar as coisas ao redor transformou-se em uma pergunta sem resposta;

- Não estou com saudades de cozinhar todos os dias (espertinha eu, né?!);

- As crianças estão adorando a vida por aqui. Por enquanto, nem sentiram a mudança – acho só que estão um pouco cansados um do outro, mas, até aí, acho normal, já que irmãos são irmãos, né…

- Olhar dezenas de apartamentos pela internet, ligar em dezenas de imobiliárias, visitar dezenas de apartamentos. Ainda não sei se isso é legal (procurar sua casa é sensacional), se é cansativo, se era para eu escolher em uma semana, se devo ser paciente e esperar por algo que eu ache incrível, maravilhoso…

- Quando tem jogo do Atlético, a cidade fica muda e parada como em jogo da copa. Só que quando o Galo faz gol, me sinto dentro do estádio, toda a cidade grita, todos cantam o hino em coro. Sério. Entendi porque meu marido é atleticano fanático;

- É difícil montar um mapa mental de uma cidade em que vc nunca esteve antes;

- A melhor coisa que pude fazer para lidar com a mudança – já que eu gostava muito do Rio – foi não criar expectativas. Não criei e me surpreendi para o bem. Que sotaque gostoso, que cidade linda, que povo apaixonante!

Imagem do Site cidadedebh.com

Mudanças, medos e humor

Toda vez que há uma mudança muito grande em minha vida, eu “piro” que vou morrer logo.

Quando fui passar 3 meses na Tailândia, tinha certeza absoluta de que o avião iria cair. Sozinha no avião, eu chorava tanto, abraçada a uma vaca de pelúcia, que o brasileiro ao lado se comoveu e começou a conversar comigo para eu me acalmar. (Coincidência ou acaso, exatos 3 meses depois, sem ter trocado telefone ou algo assim, encontrei o mesmo brasileiro não só no mesmo voo como sentado ao meu lado. Sabendo do meu medo, ele brincou comigo ao pousarmos em São Paulo, dizendo que não estávamos no Brasil e, sim, em Buenos Aires.)

Em cada um dos nascimentos dos meus filhos, tive muito medo de morrer no parto. No do meu mais velho, fiquei mais nervosa, já que a maternidade ainda era completamente desconhecida para mim.

Depois, quando me mudei para o Rio, ainda ingênua quanto à realidade carioca, achando que tiroteios e violência aconteciam em todos os pontos da cidade maravilhosa, tinha a certeza de que morreria com uma bala perdida. Só Deus e os passantes na rua sabem a minha cara absurda de medo e susto, assim como uma ratinha, andando por aqui nos primeiros dias.

Agora, chegou outra mudança. Acompanhada de um tratamento médico e medicamentoso, acho que tenho lidado melhor dessa vez. Tenho usado algumas estratégias que têm funcionado – não fico pensando no dia da mudança, faço o que tem que ser feito no dia, sem ficar elaborando demais, sempre objetiva e dando um passo de cada vez. Mas ainda não estou curada, se é que há cura mesmo para essa síndrome. E aí que, agora, meu surto diz que vou morrer no caminho para as terras mineiras. Pensando racionalmente, sei que é um absurdo. Ainda mais depois de tomar consciência do meu histórico de loucuras anteriores.

Quando o medo vem, quando a barriga gela, respiro fundo e desvio o pensamento. Ou torno racional o que é emocional. Se nada der certo, faço uma oração e peço a Deus que Ele me dê mais tempo por aqui, para que eu possa curtir mais meus filhos! ;) É preciso aprender a lidar com humor até em situações como essa. Já que, na verdade, o medo da morte é somente um medo do desconhecido…

Dramas de uma mãe sem os filhos

Eu sei que os pequenos irem antes vai ser importante. Eu sei que tenho que aproveitar esta semana sozinha. Mas, mesmo assim, não deixa de doer, eu não deixo de chorar, eu não deixo de ter aquele medo absurdo de nunca mais vê-los. É só uma pequena crise de pânico, é só um drama pequeno. Ainda assim, como dói pensar que vou ficar longe deles.

O nosso (não) poder de decisão

(ou A torre mais alta)

Estou revoltada com as grandes corporações. Sério. Muito sério mesmo.

Outro dia, assistindo ao (maravilhoso) vídeo “Muito além do peso“, vi um publicitário americano dizer que, desde sempre, quem tinha as torres mais altas eram os que mandavam no resto da população – a igreja, os reis, os governos. Hoje, são as grandes corporações que possuem os maiores prédios. A realidade parece ser tão distante do nosso dia-a-dia – mas, a cada dia que passo, percebo o quanto estes fdp senhores conseguem determinar boa parte da nossa vida. Pensem um pouco comigo e, depois, me digam se estou exagerando.

Será que realmente temos algum poder em nossas escolhas?

  • Quando fiquei grávida, decidi ter parto normal, assim como outras várias mulheres. Quantas conseguiram? Quantas não foram manipuladas, empurradas, forçadas a tomar uma decisão contrária à sua por causa da conduta (infeliz) do médico, ou do plano de saúde, ou de uma cultura estúpida que parece difundir que uma cirurgia é melhor que o natural?

Eu não consegui. Cai na conversa fiada do médico. Tem mãe tendo que burlar o plano de saúde para conseguir ter um parto normal sem ter que pagar a mais por isso… (olhem essa notícia aqui)

Algumas mães não sabem que o aumento dessa cirurgia está ligada diretamente ao aumento de internações de recém-nascidos com problemas respiratórios em UTIs. E as que sabem e, ainda assim, preferem colocar seus filhos em risco? Pensam que é uma questão de escolha pessoal, quando, na verdade, é uma questão financeira, mercadológica, bem conduzida pelos principais interessados.  (essa notícia aqui pode esclarecer um pouco mais)

  • Passado o parto normal, nos deparamos com médicos pediatras sendo PATROCINADOS por uma indústria de alimentos. E aí, crentes na conduta desses profissionais, muitas mães deixam de amamentar para oferecerem leite industrializado, mucilon e outros pozinhos que a tal empresa produz. Porque o médico prescreveu. Sério? Sério mesmo que os pediatras deixaram a medicina de lado, com centenas de pesquisas sobre alimentação infantil, para renderem-se a uma indústria alimentícia? Essa nota aqui publicada no Facebook mostra um Congresso patrocinado pela Nestlé – que, por sinal, aconteceu perto de casa e tinha o símbolo da empresa bem grande estampando a entrada.

Mais uma vez, caímos na questão da escolha. “Eu não quero amamentar”, “a criança ficou com vontade”, “o médico recomendou”. Mais uma vez, a impressão de que a escolha foi nossa. Foi mesmo? Porque ninguém está discutindo a questão de ser uma mãe melhor, ninguém é “menos mãe” por certas escolhas. Mas, convenhamos, precisamos repensar se realmente algumas escolhas foram realmente nossas.

  • Seu filho não precisa mais só de leite, agora, ele precisa de comida. E vamos nós de novo… comida em potes, sucos com soda cáustica, biscoitos repletos de açúcar, preparados lácteos, leites cheios de sódio, toda comida industrializada, desconhecida, chegando ao nosso lar. Vamos combinar que, atualmente, é bem difícil não ter nenhum produto desses na despensa de casa, não é? Será que quem produz esses alimentos está realmente preocupado com a saúde de quem o consome?

Eu não sou a santa, nem a mãe perfeita e todos esses alimentos tem ou já tiveram seus lugares aqui em casa. Sou um pouco rígida com alimentação, mas, mesmo assim, depois do vídeo, eu aboli vários por aqui. Mais uma vez, a questão de quem manda. Sempre me achei “a correta da alimentação”. Sempre tive certeza de que, ainda que não fosse radical, sempre fizera escolhas mais saudáveis para nossa família. Tenho me sentido enganada, usada, mera palhaça na mão de um acionista rico com apartamento de frente para o Central Park.

  • Minha filha teve febre. No 3o dia, eu a levei a um hospital credenciado ao meu convênio médico. Hospital de ponta e blá, blá, blá. À tarde, o hospital estava muito lotado, fui embora do mesmo jeito que entrei. Levei-a novamente à noite. Ela chegou lá com 39,8° de febre. Passou pela triagem. 2 horas depois, ainda não tinha sido vista por nenhum médico e descobri que uma mãe estava a 5 horas esperando ser atendida. Fui embora mais uma vez. Ontem, no 4° dia de febre, voltei ao hospital. Cheguei 4 horas da tarde, fui atendida às 8 h da noite, saí de lá às 9h, com o diagnóstico de uma pneumonia atípica. Eu estava furiosa. Não só eu, como todos os outros pais que ali esperavam. Rolou até barraco com os seguranças.

O plano de saúde não é um plano barato. A empresa onde marido trabalha oferece aqueles planos excelentes, do tipo que a gente se sente confiante no caso de precisarmos. Só que quando chega a hora, a coisa pega. Não dá para responsabilizar os médicos ou outros funcionários do hospital pela superlotação. Mas, dá, sim, pra xingar e ficar furiosa com os responsáveis por gerenciar um hospital deste porte e não oferecer serviço de qualidade. O dinheiro, aqui ou lá no SUS, não faz a menor diferença, porque, quando a doença chega e não há nada que você possa fazer além de esperar do hospital onde está, tanto faz se o seu plano é mais caro do planeta ou se você está no postinho de saúde do bairro. O dinheiro faz diferença para aqueles que estão dirigindo, decidindo como será a qualidade da nossa saúde.

Por fim, obrigada pela paciência de lerem até aqui. Em todos esses pontos, há altos executivos, pessoas FDP  infelizes, que ganham muito, muito dinheiro às nossas custas. Para eles, pouco importa se estão nos matando, se nossos filhos ficam doentes, se são bem tratados ou não. Importa o quanto as ações de suas empresas estão valendo, importa o quanto o plano de saúde, o hospital, os diretores vão ganhar no fim do mês.

Existe, amigos, algum meio de sairmos deste ciclone? Existe alguma solução para isso? Porque, por mais que façamos, me sinto em uma roda em que sempre há algo para me surpreender e me derrubar.

(P.S.: E também me pergunto quantas mães continuarão vivendo suas escolhas como se fossem suas, ignorando todo o mal que podem estar fazendo para si e para os próprios filhos. Quantas pessoas continuarão vivendo como se nada disso estivesse acontecendo?)

Mudanças, insônia e a saudade de escrever mais

Vamos mudar. Mais uma vez. De cidade, de estado. Ainda não é de país. Em um mês, deixaremos a cidade maravilhosa.

Tenho tido insônia. Nem sei se é insônia mesmo. Acho que é mais falta de vontade de dormir. Sabe? Quando você até sente que precisa deitar, mas sua cabeça não para e a cama não está tão convidativa? Provavelmente, é por causa da mudança.

Cidade nova, totalmente desconhecida para mim, apesar das várias ótimas recomendações que tive. Encaixotar, procurar casa, achar escola, fazer novas amizades. Tudo com um frio na barriga gostoso, mas bem mais preguiçoso do que quando tinha dez anos e dois filhos a menos…

A nossa Maria

A nossa Maria

Eu tenho tido ideias para posts dia sim, dia não. Mas não tenho conseguido chegar a essa página da minha internet. Primeiro, porque, agora, estou em um projeto – que amo muito: a Dona Maria das Artes. Eu e uma amiga juntamos nossos dotes artesanais e agora fazemos muitas coisas em tecido, mas, principalmente, bonecas de pano. Bonecas de dia, bonecas de noite. Pernas de bonecas, vestidos de bonecas, cabelos de bonecas. Dia e noite. É apaixonante. E aí, eu acabo dedicando parte do meu dia a filhos/casa/marido e a outra parte, às bonecas. É sério, elas são fofas demais. Você pode nos encontrar aqui, na nossa loja do Elo7, ou aqui, na nossa fan page do Facebook.

E entre bonecas, filhos, casa, mudança, pouco escrevo. Quero escrever sobre tudo o que tenho descoberto sobre alimentação industrializada e o que tenho feito sobre isso. Quero escrever mais sobre esse machismo baixo e sem vergonha, disfarçado de “tudo pode no casamento”. Quero escrever sobre a minha pequena estar doente ou o meu moço já estar lendo. Quero escrever sobre as impressões que o Rio de Janeiro me deixou. Mas, não escrevo. Ao menos, eu podia aproveitar melhor a minha insônia.

Por que mesmo eu passei a escrever tão pouco se isso é uma das coisas que me mantém sã?

Tagarelices e o silêncio

Quando eu era pequena, minha mãe dizia que meus filhos demorariam a falar, porque eu não daria tempo a eles para isso. Imagina o quanto eu tagarelava…

Realmente, sempre fui tagarela, de falar pelos cotovelos. Mas não sei se foi a idade, a vida, os hormônios, os filhos. Fato é que aprendi a ficar mais em silêncio.

A praga da minha mãe, graça ao bom lord, não pegou (\o/). Na verdade, algo curiosamente contrário aconteceu. Não sou uma mãe que passa o tempo todo falando com os filhos. Sabe, aquelas que não dão sossego nem um minuto à criança? Então, não sou assim. Como boa mãe, o que sentia em relação a isso, adivinha?!, era culpa. “Poxa, que tipo de mãe eu sou que, ao dirigir – por exemplo -, não fico conversando com meus filhos?”

Daí que, ontem, enquanto levava as crianças para a escola, mergulhados todos naquele silêncio, me dei conta de que eu realmente não preciso me sentir culpada por isso. Gente, olha o que estou ensinando a eles – o poder de, às vezes, ficar em silêncio! E se isso pode parecer estranho, às vezes, acho que o que tem faltado mesmo nesse mundo tão moderno, tão movimentado, é um pouco de quietude. Um pouco de oportunidade de ficarmos conosco mesmo.